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Viticultores contestam interesses políticos

Jan 11 , 2015

Viticultores contestam interesses políticos

A Avitiviver, associação de viticultores de Vinhos Verdes, representativa de mais de cinco mil viticultores das principais cooperativas da região, rejeitou o que diz ser "a intromissão dos políticos" nas regras de produção e comercialização do Alvarinho, que se encontram em debate na região. Tudo por causa da manifestação promovida pela câmara de Melgaço frente à sede da CRVV (Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes) no Porto, na próxima terça-feira. No dia 13, dia em que decorre, em Arcos de Valdevez, a última ronda negocial para o alargamento da denominação Alvarinho.

Para a Avitiviver, o "melhor contributo para este processo negocial é dar-lhe tempo e espaço para que atinja um acordo justo". Razão porque assume "estranhar" que, "enquanto está em curso esta negociação, surja uma manifestação convocada por uma autarquia que financia transportes a todos (produtores e não só) que queiram dispor de um dia completo no Porto".

Crítica que é partilhada pelo presidente da CRVV. "Estranho que uma manifestação seja convocada por uma empresa privada, cujo capital social é maioritariamente detido pela câmara de Melgaço e que a autarquia subsidie o transporte e dê licença aos seus trabalhadores quando, em simultâneo os representantes dos produtores estarão a negociar nos Arcos de Valdevez", diz Manuel Pinheiro.

O tema abriu de resto a primeira e única brecha conhecida entre as duas autarquias que partilham o mesmo lado da barricada, Monção e Melgaço. Se num primeiro momento a convocatória era assinada pelas duas câmaras, à medida que as negociações evoluíram, o presidente da câmara de Monção admitiu "não considerar oportuno qualquer medida ou protesto sem conhecer a decisão final do grupo de trabalho nomeado pelo Governo".Também a Adega de Monção assumiu que o protesto ocorria "fora de tempo, porque primeiro há que esgotar as vias negociais”.

Coincidência ou não, por trás desse posicionamento moderado está um executivo camarário partilhado “ex-aequo” por PS e PSD. Recorde-se, nas últimas eleições autárquicas, a vitória do socialista Augusto Domingues em Monção, foi decidida ao sprint por uma diferença de apenas 3 votos… Situação oposta à de Manuel Batista, que antes de ser autarca já era vereador e antes da vereação já tinha sido pároco do concelho onde prolongou, por esmagadora maioria (67%), o longo reinado do socialista António Solheiro.

Tudo somado, a Ativiver vai mais longe nas críticas ao autarca, atendendo a passadas declarações no Parlamento, dizendo que "privilegiava o diálogo na questão do Alvarinho". Para agora "convocar e financiar uma manifestação precisamente para obstaculizar qualquer acordo que, de livre vontade os produtores queiram estabelecer". A associação divulga mesmo parte de um vídeo do Canal Parlamento, quando os autarcas de Monção e de Melgaço estiveram na comissão de Agricultura a falar da polémica do Alvarinho. Na altura, Manuel Batista defendia o diálogo e a via negocial, tal qual na imagem que publicamos, onde ele e o autarca de Monção ladeiam um representante do atual governo.

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