Oboé Grande Escolha 2001

Por vezes questiona-se o excessivo aparecimento repentino dos vinhos do Douro desde o virar do milénio. É certo que uma região não se define pelos prémios atribuídos a alguns topos de gama, durante dois ou três anos consecutivos. Uma região defini-se, pensamos nós, pela sua identidade, pelo seu carácter, pelas suas castas e sobretudo pela capacidade de envelhecimento dos seus vinhos. 

Oboé Grande Escolha 2001

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Por vezes questiona-se o excessivo aparecimento repentino dos vinhos do Douro desde o virar do milénio. É certo que uma região não se define pelos prémios atribuídos a alguns topos de gama, durante dois ou três anos consecutivos. Uma região defini-se, pensamos nós, pela sua identidade, pelo seu carácter, pelas suas castas e sobretudo pela capacidade de envelhecimento dos seus vinhos. Não conseguindo fugir a este chavão, acrescentamos ainda que uma região se define pelo seu terroir. Todos sabemos que o Douro está na moda, e cada vez mais se aproxima como uma grande região vinicola. Mas há consistência? Já tem créditos suficientes? Quantos vinhos do Douro com alguma idade não provámos já e tivémos a sensação que afinal o sol é de pouca dura?

Contradizendo o que dissémos no parágrafo anterior, decidimos abordar a Companhia de Vinhos do Douro, não com um vinho acabado de engarrafar, mas sim com um grande tinto de 2001. Encabeçado pelo enólogo José Miguel Almeida, Transmontano de alma e coração, desde cedo que procurou criar vinhos que reflectissem a dureza e o carácter sinuoso do Douro, optando sempre por fazer um estágio antes de apresentar o vinho no mercado. Veja-se por exemplo, que ainda está para saír um vinho de 2004, quando os colossos do Douro já estão para lançar os 2006! Este Oboé Grande Escolha prima pela grande capacidade de guarda, mostrando-se ainda algo duro e muito mineral. Repleto de notas de chocolate e de fruto preto, com a madeira a envolver todo o conjunto. Uma grande escolha que reflecte bem as duas palavras do rótulo. Apesar de ter passado ao lado de muita gente, este vinho poderá bem ser um fiel representante  dos vinhos de guarda do Douro.

Felizmente, para quem o adquirir, não se terá que preocupar com a inevitável questão que por vezes nos assombra… “Será que este vinho ainda está bom para beber?” Estará certamente! E por mais uns belos anos! 

Especificações

Mais Informações
Tipo Tinto
Capacidade 750ml
País Portugal
Região Douro
Produtor Companhia Vinhos do Douro
Colheita 2001
Teor Alcoólico 13.5%
Castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca
Estágio 20 meses em barricas novas de carvalho Francês
Enólogo José Miguel Almeida
Combinações Carnes, caça e queijos maturados

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