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La vie en Rose

por Filipe Saavedra em

Não, não venho escrever sobre a famosa canção eternizada pela grande Édith Piaf! Venho explorar os detalhes mais importantes da produção do vinho rosé. Além disso venho, também, desmitificar eventuais pré-conceitos sobre a sua sazonalidade de consumo.

Para saber como são feitos, importa definir o que são os vinhos rosés. Parece simples… pelo que vamos manter a simplicidade de algo que pode ser complexo! Os vinhos rosé têm cor rosada.

As tonalidades de rosa são imensas... Pode ser uma tonalidade tão discreta que quase parece um rosa desvanecido, como podem ser tantas mais, num “degradé” evolutivo de tons rosados mais matizados. A barreira das tonalidades rosadas termina em vinhos que estão claramente na fronteira dos vinhos tintos. Em função da tonalidade do vinho podemos desde logo inferir como foi feito o nosso rosé!

Há duas grandes linhas de produção de rosé: prensagem directa e sangria.

O estilo típico dos rosés da “Côtes de Provence” - prensagem directa.

São rosés de tonalidade clara, salmão rosado aberto, frutados quanto baste, com uma crocância ácida fresca e secos. São desta região de França os rosés mais desejados do mundo inteiro. Lideram as vendas e, como todos os líderes, têm seguidores. São vinhos feitos de prensagem directa, ou seja, as uvas são procuradas, escolhidas e vindimadas rapidamente, protegendo-as ao máximo de oxidações. Chegadas à adega, são imediatamente processadas, desengaçadas, esmagadas e prensadas, brevemente para obter uma tonalidade rosada leve e aberta e aromas frescos.

Quinta dos Carvalhais Colheita Rosé 2018

Quinta dos Carvalhais Colheita Rosé 2018

Rosés de sangria.

Pensemos um pouco sobre o chá que gostamos de tomar. Quanto maior for o tempo e a temperatura da infusão, maior é a capacidade extrativa e mais forte ficará o nosso chá. Pois voltemos ao vinho e mantenhamos a linha de pensamento. As uvas tintas, a maior parte – excepto as tintureiras, têm películas tintas e polpa branca. Pois então, se ao invés do caso anteriormente explanado, colocarmos as películas esmagadas e a polpa em contacto, como se faz na produção de vinho tinto vamos extrair mais cor. Quanto maior for o tempo de contacto, maior a intensidade corante retirada das películas. Há belíssimos vinhos rosés, feitos de sangria ou quiçá melhor dito, de maceração, extraindo mais cor e aromas dos bagos.

Depois da tomada de decisão sobre a maceração - início do processo da produção de rosés atrás referido, há um caminho comum que une os dois métodos anteriores, os mostos rosé são tratados como brancos. Fermentam fora das películas, tal como a maior parte dos vinhos brancos, em oposição ao que se passa com os tintos, além de fermentarem normalmente na mesma gama de temperaturas dos mostos brancos. Tal como em todos os outros vinhos, a criatividade permite tantos estilos. Assim, com barricas, sem barricas, com estágio mais curto ou mais demorado, com açúcar ou sem, com gás ou sem - há uma miríade de rosés para escolher.

 Herdade De São Miguel Colheita Rosé 2019

Herdade De São Miguel Colheita Rosé 2019

Sazonalidade

Esta variabilidade de estilos faz com que os momentos de consumo sejam tantos e tão variados como qualquer outro vinho. No entanto, há, sem dúvida, uma forte sazonalidade Primaveril/Estival associada a rosés mais leves e frutados. Tratam-se de vinhos com um perfil de fruta distinto dos brancos, dado o facto de serem feitos com uvas tintas, o que permite maior versatilidade à mesa ou até fora dela.

Abaixo os mitos!

É imperativo destruir os “mitos urbanos” sobre os rosés:

1 - O vinho rosé, é tão vinho como o branco e o tinto! (para aquele amigo que diz exatamente o oposto).

2 – O vinho rosé não escolhe género. (Ao contrário do que diz, eventualmente, o mesmo amigo atrás referido).

Os vinhos rosés, são expressão de tanta complexidade enológica como outro qualquer vinho. Há diferentes estilos, dos mais ligeiros e frutados, aos mais complexos, elaborados e longos. Como com qualquer outro vinho, com quanto saibamos o que queremos, decerto haverá um vinho rosé para nos satisfazer a cada momento. Ouvindo a Édith Piaf ou outro alguém mais ou menos contemporâneo.

Bons brindes de sol, com vinho rosé.

 

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